Jards Vulgue Macalé Tostoi

JARDS VULGUE MACALÉ TOSTOI é o nome do projeto que reúne algo de melhor e mais ousado na renovação musical brasileira - o grupo Vulgue Tostoi - com um dos melhores e mais irreverentes personagens da história de nossa música, Jards Macalé.

Todos saem renovados, inclusive o público consumidor.

Este encontro notável vem se repetindo, destaque para o show de estréia, deles no Abril Pro Rock/SP e no Rio Sesc Experimental, em junho e aponta 2003 para lançamento do CD que está em fase de produção e é base do show: repertório clássico do Macalé anos 70 em novíssima roupagem criada pelo Vulgue, trazendo o mestre que participa ativamente do tributo e sua obra à estética MPB/Trip-Hop do grupo carioca, composto pelo guitarrista e produtor Jr. Tostoi, destaque da cena artítica contemporânea com seus efeitos, ruídos e programações e Marcello H nos vocais e também programações.

Somados a eles o baterista e produtor musical Jongui e a contrabaixista ex-Penélope Erika Nande.

No repertório, "Burning Night", "Negra Melodia", "Pano Pra Manga", "Hotel da Estrelas", "Gotham City" e a clássica "Vapor Barato" entre outras pérolas setentista do meste Macalé, além de duas composições inéditas suas em parceria com o Vulgue Tostoi.

JR Tostoi (Guitarra)
Marcello H (Voz)
Jongui (bateria)
RodrigoCampello (teclados e violão)
Marcelo Mariano (baixo)

Desde que começou suas atividades, em dezembro de 1996, o trio Vulgue Tostoi, com Marcello H (voz), JR Tostoi (Guitarra) e Victor Z (baixo), vem somando elogios de público e crítica através de apresentações nos mais importantes festivais alternativos do país como o Abril Pro RocK - Recife, 2000, eleitos melhor show pela crítica especializada, Porão do Rock (Brasilia, 2000) SuperDemo e o Humaitá Pra Peixe no, Rio, e Free Zone - Curitiba, julho último, e escalados para o Free Jazz Project em Porto Alegre, final de agosto.

Herdeiros legítimos de uma tradição do pop underground dos anos 80, mostram a outra cara da Cidade Maravilhosa através de seus sons lisérgicos com guitarras distorcidas etc vestindo uma qualidade poética difícil de se encontrar por aí.

Não é uma banda de rock eletrônico, a música eletrônica é mais usada como linguagem, nos procedimentos de edição de computador. Sonoridades isérgicas e batidas eletrônicas são os principais elementos nas canções do Vulgue Tostoi.

Juntando sons electroacústicos com samplers, programações e efeitos, o Vulgue faz músicas que façam dançar e que tenham força para proporcionar curiosidade e estranhamento nas pessoas.

Um som que sirva de canal para uma poesia urbana e direta.

O grupo Vulgue Tostoi apresenta-se também com o grande músico e compositor Jards Macalé - autor de "Vapor Barato", a melhor releitura do Vulgue, trazendo o artista para a estética MPB/Trip Hop.

Dia 10 de dezembro de 2001, no Teatro Municipal de São Paulo, estréia desse encontro dentro do evento "Os Direitos Humanos no Banquete dos Mendigos", promovido pela ONU e Itaú Cultural. Mais recentemente, Macalé e Vulgue fizeram juntos o encerramento de uma das versões do Festival Rio Arte na Garagem, além de serem uma das principais atrações do festival Abril Pro Rock no Sesc Pompéia, São Paulo, e show de encerramento do projeto Rio Sesc Experimental, em junho. Essa parceria prevê a gravação de um CD para 2003.

Um pouco sobre Jards Macalé

Macalé com 3 anos

Em 3 de março de 1943, nasce Jards Anet da Silva. Carioca da Tijuca, Macalé completa 60 anos em 2003.

Em 2002, Jards Macalé foi homenageado no Palácio do Itamaraty pela ONU.

Cantor, violonista, compositor, arranjador e ator, Jards Anet da Silva viveu desde cedo em meio à música, seja ouvindo, tocando ou estudando, chegando a trabalhar como copista do maestro Severino Araújo.

No futebol, porém, era uma negação: ganhou dos amigos de pelada o apelido de Macalé em "homenagem" ao pior jogador do Botafogo da época.

Amigo dos músicos baianos, em 1966 dirigiu um show de Maria Bethânia.

Acompanhou de perto o Tropicalismo e, em 1969, entrou sob vaias no IV Festival Internacional da Canção, numa teatral apresentação do rock "Gotham City".

Macalé por Eduardo Clark

Em 1970, Macalé foi a Londres em encontro dos baianos exilados. Com músicas gravadas por Gal Gosta -:"Hotel das Estrelas", "Vapor Barato", Maria Bethânia - "Anjo Exterminado" e "Movimento dos Barcos" e Clara Nunes , "O Mais-Que-Perfeito", resolveu fazer, na volta para o Brasil, seu primeiro LP solo, "Jards Macalé" (1972). No ano seguinte, gravou ao vivo, com vários artistas, o "Banquete dos Mendigos", disco duplo para comemorar o 25º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Censurado, o álbum só saiu anos mais tarde.

Em 1974, Macalé lançou o LP "Aprender a Nadar", apresentando a linha de morbeza (morbidez + beleza) romântica do saudoso parceiro Waly Salomão.

Num dos vários lances de irreverência de sua carreira, alugou uma das barcas da Cantareira para fazer o lançamento do disco e terminou o show jogando-se no mar.

Em 1987, lançou o LP "Quatro Batutas e um Curinga" e curtiu um hiato fonográfico de 11 anos, rompido por "O Q Faço É Música".

Macalé e Moreira da Silva

Nesse meio tempo, seu trabalho veio sendo reconhecido tanto pelos jovens músicos -"Gotham City" foi regravada pelo Camisa de Vênus e "Vapor Barato" pelo Rappa, Zeca Baleiro e pelo Vulgue Tostoi - com quem vem se apresentando com o espetáculo "Jards Vulgue Macalé Tostoi", quanto pelos veteranos Moreira da Silva, rei do samba de breque, passou-lhe o chapéu.