O Vulgue Tostoi, surgiu mais ou menos em 97. mais ou menos, porque antes deste ano, Junior e Marcello já trocavam idéias sobre música e arte. Destas conversas nasceu a vontade de encontrar uma maneira de fazer música, onde a pesquisa de sonoridades pudesse gerar novos e inesperados caminhos. Junior Tostoi guitarrista atuante no cenário underground carioca, começava a se interessar na formação de novos conceitos musicais, incorporando cada vez mais a linguagem eletrônica a sua maneira de pensar música e de explorar seu instrumento. Marcello H. , também deixava para trás outras bandas onde cantava e compunha. Seguia escrevendo e trabalhando imagens plasticamente, buscando em outras linguagens, novas saídas para suas questões em relação à vida urbana e ao comportamento humano. O Vulgue Tostoi era o corpo certo para essa poesia. Uma proposta musical que fugisse da forma, capaz de receber linguagens diversas, e permanecer em um contínuo processo de reinvenção, construindo e desconstruindo conceitos. A partir dessas idéias os dois começaram a pesquisar e a compor o material que originou o Vulgue Tostoi. As novas tecnologias digitais que se popularizavam no final dos noventa, fizeram dos estúdios caseiros um novo instrumento nas mãos dos músicos e para o Vulgue Tostoi sempre foi peça fundamental no seu processo de experimentação. Sequencers e filtros sonoros se aliaram às facilidades da nova mídia proporcionando ao Vulgue um vasto laboratório de criação. Junior e Marcello chamaram então Victor Z., baixista e também técnico de som, para fazer parte do projeto. E apostou na parceria diversificada com outros músicos como uma forma de estar sempre inserindo novos olhares sobre o trabalho. Toda essa busca que vem acontecendo desde o início do projeto ficou registrada no cd IMPACIÊNCIA de 2001, lançado pela NetRecords e muito bem recebido pela crítica por sua força de experimentação. Depois de trabalhar o cd em shows pelo Brasil e participar de importantes festivais como o Abril Pro Rock em Recife, FreeZone em Curitiba e Porão do Rock em Brasília entre outros, o Vulgue entrou em 2003 mais uma vez diante de novas diretrizes. A saída de Victor Z. e a formação de novos elos de parceria vieram como um novo desafio para Junior e Marcello. Contando com uma já sólida parceria com o baterista e também produtor musical Jongui, o Vulgue foi trazendo para o seu processo outros músicos, como Rodrigo Campello na operação dos Samplers e programações. Músicos que chegam com novas idéias e ajudam a levar para o palco de maneira ainda mais orgânica as experiências realizadas nos laboratórios Vulgue Tostoi. |
Por Marcello H. |