MARCELLO H. Acho que encontrei no Vulgue um meio de fundir conceitos musicais e estéticos. A proposta do projeto em experimentar formas variadas de se criar música, e a abertura poética das composições do Vulgue acabaram me servindo como catalisadores nas mudanças da minha maneira de olhar as coisas do mundo. Começamos o Vulgue como tem que ser, sem a menor noção do resultado que poderia surgir. O importante eram as explorações sonoras, as possibilidades de perverter a forma, a total abertura em relação ao que poderia surgir dali. Era como se nós não fizéssemos a música. Ficávamos apenas conduzindo o processo e vendo ela surgir como numa espécie de geração espontânea. Isso tudo sempre foi fundamental no meu trabalho com as artes visuais. O Vulgue faz a ponte entre esses sentidos e abre para mim um horizonte vasto de experiências e sensações. Essa mudança de paradigma proporcionada pelo Vulgue, me levou a poder transitar por linguagens diversas como o teatro e a pintura. Pude perceber então, como essas formas de expressão podem e devem conviver, ativando o pensamento e o olhar sobre o drama que constrói a arte. Marcello H.
|